sábado, 23 de março de 2013

Popeye - Ijiwaru Majo Sea Hag no Maki

Gênero: Aventura/Estratégia
Ano: 1994
Fabricante: Technos
Acredito que todos que acompanham esse blog conheçam um famoso marinheiro que atende pelo nome de Popeye. Criado em 1929, o marinheiro troncudo, baixinho, que fumava cachimbo e, quando comia espinafre, ficava invocado e fazia de tudo pra defender sua amada Olívia das mãos do truculento Brutus, o barbudo que era tarado pela magrela.

Os anos passaram e eu só conheci um game sobre esses queridos personagens, a antiga versão para Atari, que consistia no Popeye tendo que pegar os corações que Olivia soltava do alto da tela, evitando Brutus que andava pelo cenário.

Mas, por quê tal desenho, famoso no mundo todo, ficou preso somente à um game que fez relativo sucesso? Talvez as produtoras não enxergasse um expressivo sucesso comercial que justificasse o investimento na franquia, ou talvez simplesmente não quisessem meter o dedo em personagens sem tanto apelo assim (a turma da Looney Tunes já fazia mais sucesso).

Enfim, os anos passaram e eis que aparece Popeye - Ijiwaru Majo Sea Hag no Maki, um jogo de aventura nos moldes de Super Mario usando e abusando da maioria dos personagens do desenho animado do emburrado marinheiro. E, se querem saber, o jogo ficou ótimo.
Popeye - Ijiwaru Majo Sea Hag no Maki é, antes de mais nada, uma boa mistura de alguns estilos de jogo. Pra começar, a história do jogo se baseia em uma poção criada pela Bruxa do Mar, a qual transformou todos os amigos do marinheiro em pedra e fez com que seus corações se espalhassem pelas diversas ilhas do arquipélago. Cabe ao herói agora explorar as ilhas em busca dos corações e salvar seus amigos, inclusive Olívia.

O jogo, como um todo, é no melhor estilo plataforma, com Popeye andando, saltando e atacando com sua âncora os inimigos. O visual é ótimo e os personagens estão muito bem desenhados e animados. As fases são recheadas de moedas e Popeye pode acumular também alguns itens especiais, como o sapo, que o transforma no pequeno anfibio, capaz de entrar em pequenas fendas espalhadas pelas fases. Além disso, nosso marinheiro que adora um cachimbo pode entrar em alguns barris e acessar fases bônus repletas de moedas. Os cenários vão desde florestas, planícies, cavernas e até castelos mal assombrados, inclusive fases submersas, onde Popeye mostra a versatilidade de um marinheiro debaixo d'água.

Cada ilha do jogo funciona como um enorme tabuleiro, no qual Popeye percorre de acordo com um número sorteado numa roleta. Sim, o jogo funciona como um jogo de tabuleiro, com espaços para Popeye andar. Como cada casa tem um efeito diferente, é mais fácil explicar uma por uma:

• espaço branco - efeito randômico;
• espaço vermelho - efeito negativo, ou perde energia, ou algum item, ou até mesmo moedas;
• espaço azul - efeito positivo, Popeye ganha itens, moedas, chances de continuar caminhando e até mesmo alguns bônus como energia;
• coração - aqui reside um dos corações, é preciso enfrentar uma fase inteira e procurar pelo coração perdido;
• ponto de exclamação - geralmente alguma dica é dada, ou então Brutus aparece e joga raios em Popeye (!?);
• inimigos pelo cenário - abrem batalhas aleatórias! Vale dizer que os lutadores carregam um dos corações do tabuleiro, portanto, enfrentá-los é preciso;
• outros espaços - fases comuns, bons lugares pra se juntar moedas pra gastar nas lojas (shops) e no casino;

Após coletar todos os corações do tabuleiro (geralmente 7, mas pode ser que alguns mapas tenham mais ou menos), Brutus aparece em algum lugar para uma batalha. É uma luta relativamente simples, mas serve como o "chefe de fase" do jogo, e nada melhor do que Brutus para cumprir esse papel.

Como puderam notar, o jogo é bem diferente do que simplesmente "avance pelo mapa e enfrente um chefe no final". Muitas vezes, dependendo do número sorteado na roleta, é preciso ficar dando voltas no tabuleiro e é aí que mora o primeiro ponto negativo do game. Tentar acertar o número correto pra entrar na última fase e pegar o último dos corações do tabuleiro pode ser uma tarefa cansativa e estressante.

Outro ponto negativo fica por conta do controle de Popeye. Não que seja frustrante, mas há algo de errado em seus saltos. Não há muito controle, pois o personagem pula alto demais e alguns inimigos são rápidos o suficiente para desviar de seus ataques. Pelo menos ele consegue atirar sua âncora nas oito direções, o que facilita bastante, mas mesmo assim, os saltos podem prejudicar em alguns momentos. As músicas também não são muito bacanas, enjoam rapidamente.

Pra quem cresceu assistindo Popeye e esperava um jogo sobre o maior marinheiro de todos os tempos, esse provavelmente é o melhor jogo dele. Antes que eu me esqueça, esse jogo, inexplicavelmente, ficou restrito ao público japonês, mas possui um patch de tradução que pode ser facilmente encontrado. A língua japonesa não atrapalha muito, mas é sempre bom entender o que se está jogando. No mais, recomendado.


Créditos Review: Cosmão 

Download (rom em inglês): Clique Aqui!

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