sábado, 21 de janeiro de 2012

Inspector Gadget

Fabricante: Hudson Soft
Gênero: Aventura
Ano de lançamento: 1993


Quem não se lembra de acordar cedinho nos sábados, correr ainda descalço pra sala, ligar a televisão no SBT e ver Inspetor Bugiganga? Bom aquele desenho, com toda a atmosfera japonesa dele, assemelhando-se muitas vezes com o anime. Pois é, esse é o jogo para SNES. E bem divertido, por sinal! Essa é a oportunidade de você ser o Inspetor Bugiganga, com braços e pernas elasticos e a capacidade de jogar bombas do chapéu!


Não foi preciso um grande plot para ser bom: A história se baseia em Penny, a sobrinha do Gadget, sendo seqüestrada pelo Garra (aquele traquitana que fica mostrando apenas a mão, sentado em uma poltrona). A menina manda o Cérebro (cachorro que podia ter maior aparição no game) chamar o Bugiganga, e aí ele começa sua missão em busca da mocinha, passando por fases baseadas em cenários reais, como a floresta amazônica e ruínas Incas. E claro, sempre usando seu inseparável chapéu cheio de segredos.

O primeiro aspecto que você tem quando começa o jogo é: Isso é japonês. Embora tenha sido lançado apenas nos EUA, toda a equipe de produção é nipônica e, de que ninguém menos, que Hudson Soft. (Bomberman). Na tela de começo, você já tem uma animação em sprite das piruetas do Gadget. Iniciando, você vê a história do jogo com cutscenes muito bem desenhadas e assemelhando-se com algum anime da década de 90.

A segunda impressão que você tem é de que aquele jogo foi BEM baseado em Ghous n’ Goblins. O primeiro estágio já é um cemitério e, ao levar um golpe, o personagem perde o sobretudo e fica semi-nu. Você continua andando e esmurrando blocos de pedra e encontrando itens, que são quadradinhos com alguma imagem dentro. Aí você saca que esse game é realmente feito pela Hudson – os itens são imensamente parecidos com os de Bomberman.
Os gráficos são realmente belos, os cenários diversificados. São divididos entre duas e três áreas, e depois o chefe da fase que é sempre o Garra, usando alguma engenhoca. Os sprites são grandes e detalhados, bem criativos. Na maioria dos casos, os inimigos são a gangue do Garra sempre adaptada de um forma para o cenário. São também divididos em três layers, como o que havia de melhor na época – um fundo, algum elemento intermediário e, bem a frente, as paredes e obstáculos que precisam ser pulados ou quebrados.

Entre uma fase e outra, há uma breve cena onde o chefe surge do lugar mais inoportuno e dá a missão pro inspetor. O chefe surge do refrigerador, do forno, como na série mesmo. E o escritório dele está muito bem feito, bem colorido e detalhado. Fica sempre aquela idéia de “onde o danado vai surgir e dar a missão?”.

A jogabilidade é bem interessante para a época. Você recolhe os itens, que conferem algumas habilidades especiais para ele. Bombas para explodir blocos no chão, lamparinas para iluminar lugares escuros ou, no maior estilo da série, desentupidores para grudar nas paredes e auxiliar na subida. Algumas fases são realmente estressantes, por ter uma dificuldade letal, como buracos e tudo mais. Mas o nível é mediano, não é de arrancar os cabelos. Só vale tomar cuidado com a fase do Egito, já que há um bug que, dependendo de onde você pisar, Gadget fica preso na parede. Aí, o jeito é recomeçar tudo.

Música, jóia. Assemelha-se com os games orientais. Keisuke Mitsui fez um ótimo trabalho. A única coisa que eu tenho a dizer sobre, é que elas deveriam ser maiores, evitando a repetição excessiva. Os efeitos sonoros são comuns, passam até despercebido.

Vale a pena mesmo. É um titulo que eu fechei algumas vezes na infância, inclusive aluguei novamente. E pra qualquer um que acompanhou a série, o game se torna essencial na gameteca.



Créditos Review: Pedro Casanova

Download (rom em português): Clique Aqui!

Um comentário:

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