segunda-feira, 8 de março de 2010

Teenage Mutant Ninja Turtles 4 - Turtles in Time

 Gênero: Ação
Ano: 1992
Fabricante: Konami
Olhando para os atuais games baseados na nova temporada animada das Tartarugas Ninja, chegamos a nos esquecer que um dia, houveram games bons das Tartarugas no passado. Games estes, todos baseados na temporada antiga das Tartarugas, simplesmente nos deleitavam. Não devido a técnicas apuradas de jogo e belos visuais, mas sim com uma dinâmica simples e divertida de jogo, além de muita criatividade e imaginação dos produtores. Dentre estes games antigos, se destacam Teenage Mutant Ninja Turtles 2, para Arcade e Nintendinho e Teenage Mutant Ninja Turtles 4: Turtles in Time, para Super Nintendo, sendo que a análise aqui prestada será justamente deste último.

Baseado na temporada antiga de Tartarugas Ninja, Turtles in Time é o melhor representante das comedoras de Pizza no SNES, e o segundo melhor entre todos os games da série, perdendo apenas para o segundo game das Tartarugas, lançado para Arcades e Nintendo 8 bits.
Neste game, controlando uma das quatro tartarugas: Leonardo, Donatello, Michelangelo e Raphael, o jogador deverá chutar muitos traseiros do pessoal do Clã do Pé, a fim de recuperar a Estátua da Liberdade roubada por Cérebro e o eterno Destruidor. Simples assim. Simples porem extremamente usual. O estilo simplista de Tartarugas é o mesmo estilo simplista usado por games de grande sucesso, como Streets of Rage e Final Fight, ou seja, andar e bater em todo mundo!!!! É claro que o fato de um game ser um Beat´n Up, por si só não garante sucesso nenhum, mas Turtles in Time se garante com muito mais por baixo de suas cascas.

O aspecto mais importante de um Beat´n Up é com certeza sua jogabilidade. Prova disso é o fato de os novos Tartarugas para PS2 serem tão horríveis, devido sua terrível jogabilidade, apesar de bons visuais. Em Turtles of Time, entretanto, a Konami mostra que sabia fazer um bom Beat´n Up. A jogabilidade do game é um sonho, rápida simples e funcional. Com apenas 4 botões é possível ativar uma imensa gama de movimentos, indo dos simples ataques centrado de chão, ataques correndo a três tipos diferentes de voadoras, golpes especiais, e dois movimentos em particular bem interessantes, mas que não funcionam nos chefes.

O primeiro é o que chamo de “quebra costas". A Tartaruga em questão pega o braço do adversário a o bate com toda força do chão de um lado e de outro até derrotá-lo. E de quebra, os adversários a sua volta tambem são mortos se acertados. O segundo é o golpe em “3D" do game. A Tartaruga joga o inimigo em direção à tela, e uma vez feito isso tal inimigo morre instantâneamente. Este movimento é necessario inclusive, para derrotar um dos chefes do game. Tal interatividade com inimigos na época, foi um grande atrativo do game, e se pensarmos bem, ainda o é, pois isso da uma maior variedade ao game. Além do fato de bater ser algo divertido no game, o fugir de apanhar tambem é, pois as Tartarugas se movem rápido no cenário, tais quais são no desenho, afinal de contas, são Ninjas apesar da casca em suas costas. No fim das contas, uma jogabilidade de sonho para o game das cascudas.

Um jogo que tem a predisposição de ter a tônica temporal em sua essência, deve oferecer um plantel de cenários no mínimo muito bons,  para que o jogador se sinta realmente em um outro tempo, seja para o  passado, seja para o futuro. Mas mesmo deste mal, Turtles in Time não sofre.

Os cenários de Turtles in Time, são no mínimo excelentes, trazendo uma variedade fora de série. Antes mesmo de o jogador ser jogado em tempos diferentes, o game traz uma bela ambientalização de cenários. Começando em NY, tanto a noite, quanto de dia; Indo para os esgotos, se locomovendo por um tipo de skate aquático e por fim na base móvel subterrânea de Destruidor. Após isso, o jogador é enviado para diversão épocas temporais, das quais se destacam: A época cetácea, sem a necessidade de maiores comentários; O velho oeste, em que a fase se passa em um trem Maria Fumaça; A época dos piratas que se passa em um navio pirata e o futuro, passado em uma cidade futurista em que as Tartarugas se locomovem por skates futuristas que sobrevoam o solo.
Cada uma destas fases é muito detalhada visualmente, com muitas cores vivas e pequenos detalhes somente decorativos, alem é claro, de cada uma ter sua sonorização própria.

Todo game tem, por conseqüência, que ter sua própria sonorização, incluindo musicas e efeitos sonoros. E neste aspecto temos um pequeno impasse. As músicas de Turtles in Time são boas, muito boas por sinal. Cada uma tem total compatibilidade para com os cenários que são escutadas, ou com cada momento vivido, se bem que normalmente, as músicas só se alteram durante um cenário, quando é hora de enfrentarmos o chefe da fase. Lembrando que as músicas para os chefes são as melhores do game, tanto para os chefes regulares, quanto para o último confronto contra Destruidor.

Entretanto, tudo o que as músicas tem de grandiosas dentro do contexto do game, os efeitos sonoros não tem. Os efeitos sonoros de Turtles in Time nada fazem além de cumprir o seu papel. Efeitos de pancadas, pulos, explosões entre outros nada tem de especial, o que nos deixa uma pergunta: como a Konami conseguiu criar músicas tão legais e ficar devendo tanto nos efeitos sonoros? É uma pergunta que nunca vamos responder, mas que, tendo em vista os novos games das Tartarugas para a atual geração, podemos tirar piadinhas sarcásticas com a situação (hehe).

Em todo Beat´n up que se preze, após se passar por hordas de malfeitores em uma fase, temos de derrotar aquele f….. da P…. do chefe da fase. E não poderia ser diferente em Turtles in Time.
Os chefes, apesar de serem fáceis de serem derrotados, são muito criativos, além de nostálgicos para quem já assistiu a série animada antiga das Tartarugas. Inimigos mais conhecidos se misturam aos quase anônimos e a dois vindos diretamente de um dos filmes das cascudonas, cada qual com seus pontos fracos a serem explorados.
Dentre os chefes, se destacam os eternos Bibbop e Rocksteady, que nos deliciam com sua estupidez, "Pré-Historic Turtlessaurus" que é o chefe mais difícil do game e o próprio Destruidor, cheio de poderes. Somente o Clã do Pé, mais Ninguém? Infelizmente, o game conta com uma falha pequenina, que maioria dos Beat´n Up, se não todos, possuem: os inimigos.
Praticamente todos os Beat´n Up possuem chefes muito bem trabalhados, mas a horda de inimigos “normais" é sempre a mesma, somente se alterando na resistência, em algumas armas e em especial, nas cores. E Turtles in Time também é assim, e do início ao fim o jogador irá enfrentar os mesmos inimigos, sejam eles robôs, humanos ou seres de pedra. O que muda em cada um deles, além da cor, são justamente a resistência de cada um e as armas que cada um pode ou não usar.
Tal fato não chega a ser um fator importante para tirar o brilho do game, mas com certeza existem aquelas pessoas “muito críticas" (chatos mesmo) que iriam dizer que isto é uma falha e que o mundo vai acabar por conta disso, então resolvi expor isso. Outro fator de que pode se sentir falta, são os extras. O game é o modo de campanha e ponto final. Entretanto, isso também não é nada grave, pois na época não existia essa moda de extras, mesmo porque, em uma fita, não cabia muita coisa.

Cowabanga!!!!!!!!!É esta a palavra que define o game. Teenage Ninja Mutant Turtles: Turtles in Time, é com certeza um ótimo game "Beat´n Up", talvez o melhor, ao lado de Final Fight 2, já feito para SNES neste estilo. Aconselho a todos que, caso possam, joguem em multiplayer. Infelizmente, não é possível jogar com quatro personagens ao mesmo tempo como no segundo game da série, mas com certeza, o multiplayer de Turtles in Time garante a diversão. Com muita originalidade, apesar de ser o quarto game da serie, diversão e competência, a Konami mostra como se faz um game das Tartarugas com Turtles in Time. Apesar de ela mesma não conseguir fazer bem feito depois. Agora que os direitos das comedoras de Pizza passaram para a mão da Ubi Soft, o ideal é continuar jogando os games antigos da série e esperar que a criadora do "Prince of Persia" consiga trazer de volta a emoção de chutar traseiros com as adoradas cascudonas.


Créditos Review: Kadaj

Download: Clique Aqui!

6 comentários:

  1. MUITO BOM ESSE GAME, MARCOU MINHA INFANCIA.

    NOTA 10 PELO POST!!!!

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  2. muito show lembra minha infancia valeu

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  3. Respostas
    1. Chega colado com o inimigo como fosse dar um balão e segura pra baixo e soco

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